Raça humana enfrenta a extinção

A espécie humana estará extinta dentro de um século, de acordo com a previsão do biólogo australiano Frank Fenner, professor da Universidade Nacional Australiana e um dos responsáveis pela erradicação da varíola.
Em entrevista ao jornal “The Australian”, publicada nesta semana, Fenner diz que o problema real é a explosão populacional e o consumo “desenfreado”.
O número de humanos irá exceder 6,9 bilhões este ano, segundo a ONU, e com os atrasos na acção de redução de emissões de gases com efeito de estufa, Fenner é um pessimista.
“Devido à explosão demográfica e ao consumo desenfreado” a humanidade não será capaz de sobreviver. “Seremos extintos. Tudo o que fizermos agora será tarde demais”, disse o pesquisador, hoje com 95 anos.
“Como a população continua a crescer para sete, oito ou nove biliões haverá muito mais guerras pelos alimentos”, diz. “Os netos das gerações de hoje vão enfrentar um mundo muito mais difícil.”
“Os humanos serão extintos, talvez dentro de 100 anos”, afirmou. “Muitas espécies de animais vão também extinguir-se. É uma situação irreversível. Eu acho que é tarde demais. Eu tento não me manifestar, porque as pessoas estão a tentar fazer alguma coisa”.
Polémico, ele credita ainda à falta de capacidade acção para se reduzirem as emissões de gases do efeito de estufa, o trágico destino da humanidade. “Vamos sofrer o mesmo que o povo da Ilha de Páscoa”, afirmou. “A mudança climática está apenas no começo. Mas nós estamos vendo mudanças notáveis já”.
Em 1980, durante uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), foi ele quem anunciou a erradicação global da varíola, única doença a ser considerada erradicada em todo o mundo.

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