O que pensam os consumidores das marcas verdes

2011 ImagePower® Green BrandsO 2011 ImagePower® Green Brands é um dos maiores estudos do género até à data, captando as perspectivas de mais de 9.000 consumidores de oito países em relação às marcas e à sua percepção “verde”.

O estudo mostra resultados mais que interessantes em muitos aspectos. Vamos ver algumas conclusões.

Os inquiridos na China, França, Alemanha, Reino Unido e nos Estados Unidos consideraram a energia como sendo o maior problema em relação ao meio ambiente actualmente. Nos anos anteriores, as alterações climáticas e a contaminação foram identificadas como os maiores problemas. No Brasil, a desflorestação continua a ser a preocupação principal.

Tal como nos anos anteriores, a maioria dos inquiridos em todos os países disseram que era importante comprar às empresas que respeitam o meio ambiente. No entanto, quando se lhes perguntou quais eram os atributos mais importantes de uma marca para comprar os seus produtos, referiram uma lista com varias qualidades básicas que antecederam a consciência ambiental. Este comportamento é repetido em muitos outros inquéritos, demonstrando que nem sempre o que dizemos coincide com o que realmente pensamos ou como procedemos na realidade.

Qualidade e confiança foram os atributos mais desejados pelos consumidores na Austrália, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. Na Índia, os interesses dos clientes ocuparam o primeiro lugar, seguido pela confiança e honra. Estas respostas indicam claramente que as empresas não devem sacrificar os aspectos básicos da marca sobrepondo-se ao aspecto “verde”, uma vez que para os consumidores continuam a ser muito importantes as qualidades tradicionais do marketing antes de outra coisa qualquer, independentemente do que muitos ambientalistas pensem. A realidade nua e crua continua a ser a mesma.

Nos países mais desenvolvidos, o preço é referido como sendo o maior obstáculo para a compra de produtos verdes. A maioria dos consumidores acredita que os produtos biológicos são mais caros que os seus homólogos não verdes, e mais de um terço não está disposto a pagar mais por produtos verdes. Existe uma tendência que indica haver cada vez mais consumidores dispostos a comprar produtos verdes no próximo ano, no entanto, o grupo dos que estão dispostos a gastar mais está a diminuir. Daqui podemos depreender que o verde irá deixar de ser uma vantagem marginal para se tornar no standard.

Os inquiridos disseram que estão mais dispostos a comprar produtos ecológicos para o lar, comida, produtos de higiene pessoal e bebidas. Isto está em consonância com o interesse permanente existente em todo o mundo na compra verde em relação a produtos que estão “dentro de mim e sobre mim”. Como uma tendência interessante e um nicho de oportunidade, os consumidores mostram a sua intenção na escolha por produtos verdes noutras categorias durante o próximo ano, incluindo as dos produtos com preços mais elevados como por exemplo a tecnologia

Os consumidores da Austrália, França, Reino Unido e dos Estados Unidos referem serem as embalagens a sua principal fonte de informação sobre as marcas verdes e um factor importante na hora de comprar. Na China, França e Alemanha, os consumidores confiam nos selos de certificação para os ajudar a decidir se um produto é verde.

O estudo diz-nos de uma forma geral que o green marketing continua a ser um tema importante para os consumidores de todo o mundo, e que esperam haver práticas ecológicas por parte das empresas que produzem os produtos que esperam vir a comprar, embora haja detalhes que os marketers ainda devam ter em atenção. O verde tende a ser a norma e não a excepção, pelo que é necessário vir a reduzir os seus custos, e verificar os processos e a cadeia de valor. Se você for um gestor de uma marca saiba que valerá a pena dar uma vista de olhos a este estudo, pois certamente irá encontrar informação muito valiosa para o futuro da sua empresa.

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