Lilypad: Um projecto que supera a ficção

Há pouco mais de dois anos estreava a nível mundial o filme Wall-e. Recordemos brevemente parte do argumento do mesmo: enquanto o Wall-e limpava o contaminado e estéril planeta Terra, a humanidade refugiava-se em naves espaciais. Entre aquelas naves destacava-se a Axioma, um “cruzeiro” de luxo que fornecia às pessoas tudo o que precisavam.

Consciencializar, divulgar e pensar sobre a forma como o planeta está a ser afectado negativamente pelas grandes industrias e os maus hábitos que de uma forma geral se tem na hora de poupar recursos, é uma forma de tentar evitar que suceda algo semelhante ao que acontece no filme da Disney.

Entretanto, existem pessoas que já estão a pensar nas soluções possível diante de uma catástrofe de magnitude semelhante. É o caso de Vincent Callebaut, um arquitecto belga que criou o conceito de Lilypad, uma cidade totalmente auto-suficiente desenhada para que ali possam viver os refugiados ambientais.

A partir da biomimética, ou seja, a ciência que estuda a natureza como fonte de inspiração para resolver diversos problemas, Callebaut idealizou este projecto que fascina por um lado e atemoriza por outro.

A forma de Lilypad imita um nenúfar, já que seria uma cidade flutuante no oceano que não produziria emissões prejudiciais para o planeta.

Lilypad não apenas produziria a sua própria energia utilizando inteligentemente a tecnologia solar, eólica e a biomassa dos mares, como também seria capaz de processar CO2 através de um revestimento de dióxido de titânio.

Desenhada para albergar cerca de 50.000 refugiados, esta cidade flutuante contaria, segundo informou a página da Inhabitat, com uma lagoa artificial e três cordilheiras, para imitar um habitat verdadeiro.

Felizmente, este projecto não passa do reino das ideias futuristas e conceptuais. Esperamos que para além da proposta interessante e da atracção que é sempre gerado por este tipo de conceitos, que nunca seja necessário ter que aplicar soluções como as propostas neste projecto.

Cuidar deste planeta, cada um no seu pequeno mundo, é uma forma de o evitar.

Fotos: Ihabitat

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